A desfiar versos arteiros
A achar meadas e fios
A arrematar desalinhos,
A desatar os nós cegos
Desses que ficam amarrados
No emaranhado do avesso
No emaranhado do avesso
Que se instauram no tear do peito
Sem pedir licença, e entram,
Escancaram portas e janelas
E se acham senhores da senha,
Adentram trilhas e entranhas
Nas alvoradas preenchidas de acordes
Desses que soam solenemente
Com a 'quilaridão' das enxadas,
Chafurdando os leirões e as regas
Arrancando a epiderme da terra,
Aonde adormece a ferrugem do destino
De entisnados candeeiros a querosene,
Acesas piras insones de fim de festa
Aliadas a antigas esperanças vaga-lumes.
Meu Coração cavalga no peito
Em pêlo, vai afoito num galope
Rasante pela estrada de chão batido
Em riba do couro das palavras
Que selam meu canto de reza
Que entoam cantigas de fé
Que entoam cantigas de fé
Que fecham meu corpo a assombrações,
Que se abrem em possíveis sonhos
Que ainda empinam certezas e credos
Que espirram e arrebentam calos
De esperanças amadurecidas
Que nem ardentes labaredas
Num chão de cantigas de amor
No sutil artifício da dor artesã
No sutil artifício da dor artesã
Num sangradouro de poemas agrestes
Que faz ferver o açude de lembranças
No intuito de descansar, sem receios,
Sob a sombra do verde juazeiro
Só pra afastar o medo terrível
Da solidão a dois que ora carrego.
Que faz ferver o açude de lembranças
No intuito de descansar, sem receios,
Sob a sombra do verde juazeiro
Só pra afastar o medo terrível
Da solidão a dois que ora carrego.
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