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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

CARNE VIVA (I)













CARNE VIVA (I)
Autor: João Maria Ludugero

Nos tempos de vaca gorda,
Maria vai com as outras
Maria do bom pasto
Maria é mimosa, altiva,
Maria deleite, musa de elite
Do botox e do silicone,
Tem os peitos fartos
Em riste, é escolhida a dedo
E nem lhe olham os dentes.
Perfeita Maria da glória
É da vida vip que sorri para ela
Maria das mamatas
Dos programas da alta society.

Nos tempos de vaca magra,
Maria passa-fome
Maria desdentada,
Maria magricela
Maria oferecida,
Vai com qualquer um
O que chegar primeiro,
Não lhe resta escolha, não.
Maria não pode perder freguês
Cansada da lida, sonha mudar de vida,
A brega Maria há tempos ficou banguela,
Quase já não pode, mas aguenta, 
São ossos do ofício, a lida lhe suga,
Como largar o serviço, me diga,
Quem vai pagar suas contas,
Se não rodar a bolsa na rua?
Maria sem vergonha na cara
Já não se enxerga nem pensa,
Resignada, arrisca abrir as pernas.
Se não fizer a entrega da carne,
A vida lhe cobra sem demora,
A vida vem e confisca a sua!

4 comentários:

  1. Putz! Adorei seu poema. Muito, muito bom, aliás andei vendo outros e me surpreendi com tanta poesia de alto gabarito. Amei sei site, bastante criativo. Vou passar aqui sempre, pois seus poemas me fazem bem demais. Chego a viajar nas letras. Abraço carinhoso, Núbia Duarte Bicalho Fioravanti, Pedagoga e metida a fazer poesia (arranho uns versos).

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  2. ohhh
    Mas q Prazerrrrrrrrrrr
    Chegar aqui e dar de cara com___MARIA!!!

    Ainda hoje falei_Maria é o nome
    universal e o coloquei em minha filha__4

    PRAZERRRRRRRRRRRR caríssimo Poeta.
    Vou conhecer melhor teu Espaço mas
    já antevi a BELEZA!!!

    bjssss
    BOA NOITE

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