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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

COCADAS EM POESIA

Minha mãe Maria
quebrava o coco com esmero
no seu dentro mais dentro
retirava a polpa das duas quengas
ambas desnudas na ponta da faca.
Ralava com afinco o branco mais fino
no rala-rapa os fiapos se acumulavam.
Palavras, ingredientes
de minha mãe Maria Dalva,
a juntar-lhes doçura, 
a emoção do açúcar
sob o fogo do fazer bem feito
e o confeito ir se esfiapando 
puxando, puxando até dar o ponto.
E, assim, nesse mexe-mexe,
depois de se derramar o tacho, 
o doce se cristalizava
na tábua horizontal da alegria.
E para aguçar essa guloseima
ora faço contente este poema, 
com água na boca, ao escrevinhar
acerca dessas cocadas longínquas
da minha tão doce infância
que nunca se finda 
dentro dessa saudade d'ocê!

3 comentários:

  1. PASSANDO SÓ PARA DIZER QUE AINDA ME LEMBRO DA TUA PRIMEIRA VISITA NO MEU BLOG,A MANEIRA APRESSADINHO COMO CHEGASTES,DA MESMA MANEIRA SAISTES...
    HJ VIM TE DIZER,QUE NEM SE LEMBRAS MAIS COMO TUDO ACONTECEU...E NEM SE LEMBRA MAIS DE MIM...
    DEIXO MEU BEIJO PRÁ TI !

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    Respostas
    1. Nunca esqueci de você, não pense nisso! Vejo sempre suas publicações mundo afora. Só não deixo coments, mas sei de vc! Obrigado, por não lembrae de me esquecer. Volte sempre. Vou aprender a passar no seu blog e deixar recados. Prometo. Tenha uma grande sexta-feira! Beijos. Do sempre João poeta.

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  2. Cocada não é um dos doces que mais aprecio. Mas que bom regressar aqui e ter uma boa leitura.

    Paz e bem!!!

    Leandro A. Ruiz

    www.lleandroaugustto.blogspot.com

    www.eu-e-o-tempo.blogspot.com

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