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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

PARANOIA A2



Não tenho medo do túnel
Vou fundo no poço
Arregaço as mangas
Enlaço o bicho-papão,
Dou nó até em pingo d'água
E abro o alçapão
Só pra criar o bicho solto.
Se quebro a asa na lida,
Me alio ao voo fora da asa
E refaço das tripas o coração.
Assim, não me poupo das penas
Com elas teço, com esmero, 
Meus travesseiros e travessia.
E arteiro, persigo meu destino,
Sem tréguas nem trincheiras,
Vou me achando destemido
Dentro da força do braço,
Eira e beira, sem esmorecer
Assim vou pelejando 
Até o dia 'd' 
De perder o juízo
E chegar de vez ao céu
Ao me atirar exausto 
Em tua boca de tarântula, 
Até perder a cabeça,
Até bater o pino,
Na hora 'h' do fim.

10 comentários:

  1. Zimbria Morattos Gasper23 de janeiro de 2012 13:54

    Joao Ludugero,
    infinitas gracias dulce e insigne poeta por acariciar nuestra alma con la belleza de tus versos, muchos besinos de esta amiga admiradora.
    Zimbria,
    Dix Montagne Exc.

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  2. Rubem Aminazzi Boaventura23 de janeiro de 2012 13:57

    Todo poeta sabe encontrar
    a sua matéria prima e fazer
    dela uma obra de sentimento puro.
    Boa demais é a sua poesia.
    Imagem e texto em forte sintonia.
    Gostei. Muito, mesmo!
    Rubem Aminazzi Boaventura

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  3. Maria de Lourdes Paes Leme disse:
    Meu amigo poeta que belas asas da tua imaginação, assim nos encantando sempre com as suas maravilhosas poesias. É sempre um prazer enorme ler os seus poemas. Até mais!
    Maria de Lourdes.

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  4. Geuza Mariah
    da Casa da Poesia disse:
    ADORO TE LER, JOÃO!
    BJS.
    Geuza

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  5. Il est vraiment dommage que la traduction soit loin de ce que doivent produire les véritables mots...
    Toutefois bravo.. L'illustration qui accompagne votre poésie est très parlante...
    Gros bisous

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  6. Rose Landau Mürder24 de janeiro de 2012 03:15

    Ami Ludugero,
    Je vais essayer de traduire du mieux que sa poésie.
    Pourtant, permettez-moi de traduire le français:

    "Je n'ai pas peur du tunnel
    Je vais en profondeur dans la fosse
    Retrousser leurs manches
    Boucle de l'épouvantail,
    Node jusqu'à ce que je chute dans l'eau
    Et je ouvrir la trappe
    Juste pour élever l'animal lâche.
    Si je casse l'aile sur l'aile,
    J'ai alio le vol sur les ailes
    Et je refais le courage du cœur.
    Donc, je ne ménagent pas les sanctions
    Tisser avec soin,
    Mon oreillers et de passage.
    Et espiègle, chasser mon destin,
    Pas de trêve ou de tranchées,
    Je vais réflexion audacieuse
    A l'intérieur du bras de force,
    Eira et la frontière sans décoloration
    Alors je me suis battu
    Jusqu'au «d» de la journée
    En perdant mon esprit
    Et au lieu d'atteindre le ciel
    Quand je tourne épuisés
    Tarentule dans votre bouche,
    Pour perdre la tête,
    En appuyant sur la broche,
    Dans «h» à l'heure de la fin. "

    Encore plus!
    Rose Landau Mürder

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  7. Seu poema é mesmo de perder a cabeça! Muito bom,aliás, sua poesia é da melhor que há. Parabéns!
    Já te sigo. Mega abraço,
    Raoni Serra.

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  8. Fantástico!
    Bento Paiva Abreu.

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  9. Leila Morais,
    do Clube dos Poetas e Afins disse:
    Que delícia de poesia!
    Muito bom te ler. Parabéns!
    Grande abraço. Leila Morais.

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