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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

CRISÁLIDA


Minha Várzea das Acácias, 
das flores, jardins 
arbustos
Vapor
um quintal, um terreiro, 
uma Vargem, um lajedo 
de quina para o rio Joca 
um verdejante coqueiral, 
mulungus, muçambês, fedegosos, maracujás, 
marmeleiros, macambiras e juazeiros... 
E sob um galho dependurada, numa tarde amena 
uma lagarta solta a pele e produz um invólucro, 
uma almofada de seda 
presa por um gancho 
e, dentro da casca, 
uma crisálida a se contorcer.
Um momento lúdico eclodiu, 
movimento perfeito, 
lentamente a crisálida latente 
rompe a casca, abandona sua antiga casa 
e a borboleta sai, voa fora da casca, 
pairando no ar se apresenta, 
faz seu show ao vivo e em cores
para exibir a beleza 
que esbanja ao 
borboletear 
majestosas 
asas!

19 comentários:

  1. Como sempre... lindissimo poema João!!! Fica com Deus, tenha um ótimo dia!!! Um abraço

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    1. Eliana, bom dia!
      Obrigado Amiga, pela força, pelo incentivo e pelo carinho. Nunca esqueço das pessoas que quero bem. Elas sabem disso. Nem preciso ficar repetindo que és uma delas, a quem muito estimo. Mega abraço, João.

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  2. E um poeta a imortaliza. Feito! O fato é que se torna lírica a beleza épica da Natureza. O poeta é testemunha. É também o desenhista dos detalhes de quem não pode guardar na retina as magnificências da Terra.

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    1. Cara Kiro,
      Precisa dizer que te ADORO?
      És uma criatura muito iluminada,
      estelar, de primeira grandeza!
      Obrigado pela presença trazer mais sóis
      para este sítio. Grande semana! Abraços.
      João Ludugero

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  3. Abraão José Mendonça17 de janeiro de 2012 06:58

    Prezado poeta Ludugero,
    Que texto mais lindo!
    A mestre zen Charlote Joko, em seu livro “Nada Especial”, compara a história da vida das borboletas à nossa.
    A vida da borboleta começa numa lagarta que se move muito devagar sem enxergar muito longe. Em seguida, ela faz um casulo, tipo uma crisálida, e permanece por muito tempo ali, naquele espaço escuro e silencioso. E então, após o que deve parecer uma eternidade de trevas, ela se transforma em uma borboleta.
    É assim na vida e em suas nuances.
    Belíssimo poema! PARABÉNS! Seu blog é lindo.
    Já te sigo, com muita alegria, rompendo minhas crisálidas!
    Abraão José Mendonça,
    USP - SP.

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  4. Ernesto Louvato Maia Bernardes17 de janeiro de 2012 07:04

    Caro poeta J.Ludugero,
    Boa tarde!
    É muito bom visitar seu blog. Seu jeito de poetizar é magnífico. Desculpe-me a rasgação de seda, mas não poderia ser diferente. És um grande poeta, um ser humano abençoado. Li e reli seu poema. E viajei na imaginação...
    Algumas vezes, o esforço é tudo o que precisamos na vida. Se a infinita Sabedoria nos permitisse passar pela vida sem quaisquer obstáculos, não serí­amos como somos hoje. A força vem das dificuldades, a sabedoria, dos problemas que temos que resolver. A prosperidade, do cérebro e músculos para trabalhar. A coragem vem do perigo para superar e, às vezes, a gente se pergunta: Por que não recebi nada do que pedi?
    Mas, na verdade, recebemos tudo o que precisamos...E nem percebemos...
    Forte abraço,
    Sou professor de Literatura.
    Moro em Minas e dou aulas e Viçosa.
    Sou teu fã e vou te seguir. Claro! Parabéns, poeta!
    Ernesto Louvato Maia Bernardes

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  5. Leilane Morais Benvenuto disse:
    Sem palavra! Belíssimo poema.
    Abraços.
    Leilane

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  6. João Ludu,
    lindo demais seu blog. E seus poemas: divinos!
    E ASSIM É NOSSA VIDA ...
    NOS SEUS ALTOS E BAIXOS !!!
    Pensando na vida eu percebo que pessoas e situações podem mudar, podem se transformar... De lagarta a falta de expressão; de falta de expressão a borboleta. Borboletas não nascem prontas, são resultado de um processo de transformação.
    Forte abraço, lindão!
    Sou tua fã carteirinho, sim! Voltarei, sempre. Você escreve de um jeito muito especial, único! Te curto de monão.
    Suely Montealegre Gomes.

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  7. Poeta, poeta, assim vc arrebenta!!!
    E como escreves bem, viu?
    Santo Deus que maravilha, menino!!!!
    Estou extasiada!
    Parabéns!
    Simone Mangabeira,
    Cineasta.

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  8. Olá poeta, dizer o que, senti tanta beleza em tuas letras,
    em CR5SÁLIDAS, CASULOS DA VIDA ... METAMORFOSES ...
    Hoje uma feia lagarta, em breve uma linda borboleta!
    Victor Matheus T. Braga,
    Taquígrafo - Brasília-DF.

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  9. Poeta Ludugero,
    Realmente, a mais pura verdade:
    A cada vez que mais uma crisálida, ou um casulo se rompe, estamos dando mais um passo para nos tornarmos um pouco mais livres.
    Quando aprendemos a ficar, sem medo, dentro de nosso casulo, descobrimos que ali é onde ocorre a real transformação, o crescimento, o resultado de se aprender a viver a dor.
    Sim, estar no casulo dói. Mas não existe possibilidade de liberdade sem essa dor.
    Abraços.
    Tu és único!
    Jackson Emanuel Motta

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  10. Nobre poetaJoão Ludugero,
    permita-me entrar na discussão acerca da crisálida...Belíssimo seu pema, quens faz pensar melhor na vida. Sua contribuição é tanta em ser o poeta que é. Gosto demais de sua poesia. Nasceste com ela. És um vitorioso, sem dúvida.
    É verdade, só podemos entender o mundo de borboleta através do casulo, através do contato com nossa própria dor.
    É preciso aprender a não negar a dor, não tentar nos afastar das situações que incomodam. Na verdade, quanto mais tentamos fugir da dor, mais ela se apodera de nós. Quanto mais fugimos da realidade, mais a dor aumenta. A grande lição da vida só pode ser aprendida pela dor. A dor é nossa grande mestra.
    Por isso, sempre que encontramos situações mal resolvidas dentro de nós, sempre que feridas mal curadas voltam a inflamar, precisamos aprender a voltar ao nosso casulo e aceitar esse período de aprendizagem. Me emolguei,mas precisava vir aqui e dizer isso. Valeu!
    Abraço enorme.
    Geysa Maria Cavalcante,
    Psicóloga - Rio de Janeiro-RJ.
    Sou tua fã.

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  11. Leide Mattos disse:
    E a borboleta, que antes era Lagarta, em seu poema lindo, é pois símbolo da transformação, da liberdade, do renascimento. Amei de paixão sua poesia, grande poeta Ludu!
    Abraços,
    Leide

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  12. Luiz Mário da Costa (Bróis)17 de janeiro de 2012 10:15

    Luiz Mário da Costa (Bróis),
    da Casa da Poesia comentou:
    - Ludugero, mais um grande poeta:
    Seu poema é uma beleza de casulo, as únicas palavras que te dirijo neste instante, é pra te dizaer que você é um poeta completo, fazendo dos vocábulos uma primazia para meu viver e com certeza de muitos outros leitores/poetas: "Um momento lúdico eclodiu/majestosas asas"...
    Versos monumentais.
    Bróis.

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  13. Kiro Menezes disse...
    Posso perder-me mil vezes
    nessa vaga etérea
    de perfumes suaves!
    Kiro
    17 de janeiro de 2012 15:47
    (direto do Jardim dos Girassóis)

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    1. Kiro, Quanto perfume que há,que deitas em tuas palavras benditas! Não há como te perderes em nenhum labirinto, posto que o vento abrirá seu espaço a contento e, aliada a ele, de certo, alçarás pleno voo, até fora da asa! Abraços, João.

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  14. Que lindo, Ludugero! Ah! Se aprendessemos com as borboletas calmamente eclodir vida espalhando em asas voadoras nossas belezas mais sutis! Parabéns, Mestre da Poesia! Abraço, Célia.

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  15. Oi João, voltando para te agradecer a visita e o lindo comentário. Aproveito para ler dinovo seus maravilhosos poemas, pois não tem como não fazer isso, passando por aqui. Te adoro, grande Poeta e amigo!!! Tenha uma ótima noite!!! Beijos

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