“Se não levarmos a poesia e a beleza conosco, é inútil percorrermos o mundo. Em nenhum lugar as encontraremos.” (Emerson)
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segunda-feira, 13 de maio de 2013
sábado, 11 de maio de 2013
PARABÉNS, MÃE!!!
PARABÉNS A TODAS AS MÃES!
FELIZ DIA DAS MÃES!!!
Mães da gente, mães de filhos de perto e de longe,
Mães sonhadoras do presente,
dia após dia, mães de futuro,
Mães de poetas, mães inesquecíveis, apesar do adeus
por mais cedo terem ido morar com DEUS...
Mães encantadoras dentro de poemas...
Mães que adotam seus filhos e criam sonhos
Mães em dose dupla, as avós...
Mães de amigos e amigas daqui e dacolá,
Mães que se tornam mães de suas mãezinhas...
Mães da minha família inteira e de todas as famílias,
Mães satisfeitas, mães agradecidas, carinhosas mães,
Mães que perderam Mães, mães que subiram aos céus...
Sei que todas merecem, não só um Dia Especial,
Pois, são MÃES muito mais
que 365 dias por ano!!!!
Venho aqui lhes desejar do fundo do meu coração:
Muitas felicidades, muita saúde,
muita energia e toda paz...
Principalmente, muita paciência
e Amor por toda vida e além,
para que sejam todas abençoadas Mães!
quarta-feira, 8 de maio de 2013
DIGA-SE: DE PASSAGEM, por João Maria Ludugero
Meu eu-poeta vibra com o tempo a passar...
Passadiço num dos pensamentos mais físicos
e matemáticos da existência.
Eis que o tempo, que tem o poder da infinitude,
se reencontra, em nós, afoito sob o poder libertador,
simples e cíclico da existência que, em todos os sentidos,
tem o poder de acordar, esquecer, acordar,
esquecer dentro e fora de todas as luas
e sóis alvorecidos... a penumbra e a luz
desde a pura essência do porvir.
Então, o tempo, posto que infinitude,
fica eterna criança e não entende,
como um simples ser humano
tem o poder de, finalmente,
na passagem natural, tudo esquecer
e também matar outros que ficam.
Há pessoas capazes de assim passarem
no tempo adiadas, sob o entulhar de penas reverdecidas
ou envelhecidas dentro do encosto do dia-após-dia
a se escorar nas dádivas do mundo,
tudo num lusco-fusco
advindo do sobejar do tempo.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
DESATAMENTO EM PUNHO, por João Maria Ludugero
Minhas mãos ficam firmes, afoitas,
Com vontade de te tocar alertas
Por dentro, te coçar por fora,
Me inteirar desde o interior,
Tocar o céu por dentro e alto
Na tua boca aberta de paladares,
Só pra me encontrar,
Encantado assim,
Quieto e atento
A cutucar os nós acesos
Na esperança de desatá-los,
Sem cortar o laço
Que nos liberta.
sábado, 6 de abril de 2013
JASMINEIRO
Mariposas
esvoaçam sob a luz
à procura de orgia
num ritual de orgasmo e feitiço
com jeito de Maria-vai-com-os-outros.
Mariposas assanhadas,
sacudidas ao brilho
esvoaçam a soltar purpurina,
à cata de matar a sede
sob o rescender inocente
dos jasmins-manga.
Borboletas azuis cruzam
à penumbra
feito meretrizes ensandecidas,
que sentenciadas
fazem programa de mérito
no jardim do juízo, por fim,
expostas ao trânsito em julgado
sob a sanha de colibris afoitos,
tão promíscuos,
que adejam sobre rosas,
sugam margaridas e orquídeas,
quase sempre vivas,
beijam marias-sem-vergonha.
E todo santo dia no éden é assim:
Um canjerê de damas-da-noite
nesse banho de prata sob a lua
que toma conta do meu jardim.
sábado, 30 de março de 2013
ALVORADA EM RENASCER, por João Maria Ludugero
Eu choro, de alegria.
Eu canto minha dor, com devoção.
Eu curto o amor, dentro da paixão.
Eu renasço ao me renovar em esperanças.
Eu convivo com Fé desde o coração.
Estou aberto a celebrar a vida!
Eu acredito no poder dentro e alto.
Eu sou assim, guerreiro da paz, um ser de luz,
apesar das penumbras que tendem em cair.
Sou guerreiro iluminado de amor e alvorada.
De coração aceso e atento ao tempo do renascimento.
Sou filho do Criador das boas novas,
Sou um ser abençoado.
Dou graças a DEUS!
domingo, 24 de março de 2013
AS CINZAS DO TERNO OUTONO, por João Maria Ludugero
Quero da vida muito pouco,
quero apenas ser muito louco
aprendiz dentro das coisas simples.
Longe do amor sem fim me aproximo,
vivo os cinzas do terno outono,
me agarro com toda força na promessa
que me cobre em teu agasalho de inverno
e já sei de cor e salteado
como virão outros verões.
Adentro no teu peito satisfeito aluno a desenhar
mergulhado nos teus olhos de primavera.
Não careço aprender sem teus olhos.
Não quero ser…
sem que me espies.
Dou a mão à palmatória,
ajoelho no milho,
Mas não abro mão
daquela lição de cada dia
que só teu olhar me dita, por fim
desobedeço toda compostura,
quebro protocolos, de súbito,
só pra que continues me olhando,
como quem ousa me ninar a escrever
no quadro interior do meu peito
domingo, 16 de dezembro de 2012
VÁRZEA EM PÉ DE SAUDADE, por João Maria Ludugero
eu conheço desde criança...
Saudade de um amor ausente
não é saudade, é lembrança...
Saudade só passa a ser nostalgia
quando esmorece a esperança...
Mas se quiser plantar saudade dobrada,
revire e mexa na Várzea de outro dia.
Quem te viu e quem te vê,
minha Várzea das Acácias,
assim com a cara de festança,
lava e escalda os pés
na passagem salobra do rio Joca
e mareja os olhos d'água
ao ver crescer a semente...
Semente que virou planta
e aponta na certeza
de que melhores dias virão.
Quantos que aqui passaram
quantos ainda virão,
mas há o Amor que fica
na Fé que experienciamos,
na força desse lugar
abençoado por São Pedro,
Apóstolo que aprendemos a
Varzeamar.
Plante já o seu sonho antigo,
acorde pra o novo tempo
e multiplique alegria
ao dividir sua garra, seu suor,
demonstrando seu o Amor
sábado, 15 de dezembro de 2012
FEITIÇO DE MARIPOSAS
Mariposas
esvoaçam sob a luz
à procura de orgia
num ritual de orgasmo e feitiço
com jeito de Maria-vai-com-os-outros.
Mariposas assanhadas,
sacudidas ao brilho
esvoaçam a soltar purpurina,
à cata de matar a sede
sob o rescender inocente
dos jasmins-manga.
Borboletas azuis cruzam
à penumbra
feito meretrizes ensandecidas,
que sentenciadas
fazem programa de mérito
no jardim do juízo, por fim,
expostas ao trânsito em julgado
sob a sanha de colibris afoitos,
tão promíscuos,
que adejam sobre rosas,
sugam margaridas e orquídeas,
quase sempre vivas,
beijam marias-sem-vergonha.
E todo santo dia no éden é assim:
Um canjerê de damas-da-noite
nesse banho de prata sob a lua
que toma conta do meu jardim.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
DE CORPO E ALMA
Há dias em que me sinto nu,
coberto de razão,
Mais por dentro que por fora.
Não careço de palco
nem roubo a cena.
Longe de ser cabotino,
renasço das cinzas das palavras
que encantam ventos e tintas
de versos que uivam arteiros,
que surgem do interior a me despir,
a me mudar de penas,
sem dó nem rimas.
Daí me entrego a pousar no papel
sem resguardo à dor, alma penada.
Porque a vida só se renova
pra quem se doou
pra quem se doeu
pra quem morreu de amor,
e a si reiterou em espírito
a encostar no corpo nu,
num sopro em carne viva.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
DONA ZEFA, A BONEQUEIRA, por João Maria Ludugero
Dona Zefinha é uma mulher feita
de fragmentos de vida.
Viceja versos em poemas
que faz a si mesma ou para ninguém.
Reinventa romances entre personagens
criados com suas bonecas de pano,
mistura cores, cantigas de ninar, sorrisos e silêncio.
Não tem consciência de sua pequenez diante da imensidão.
Nem se preocupa em saber acerca disso. É feliz em sua humildade.
Solidão? Nunca sentiu. Nem mesmo depois dos três maridos,
dos quais a vida deu cabo, tudo a seu tempo. Deus os levou.
E seus três filhos, estes ganharam o mundo e não olharam para trás.
Filhos de chocadeira, nem lhe dão sinal de vida.
Para ela não passam de mortos vivos.
Mesmo assim, não se incomoda,
não reclama da sorte. Não se sabe só,
vive cercada de bonecas de pano.
Abre o olhar diante de uma vastidão
de possibilidades num amanhecer.
Trata de decantar, filtra
e destila vertigens extasiada apenas
com as estampas sob tecidos variados.
Uma mulher de retalhos e rendas.
Dona zefinha vai completar 81 anos,
saudável lúcida, leva as tardes amenas da eternidade
a costurar suas bonecas de pano...
e ainda sorri, banguela, mas resignada,
pois não queria outra vida viver
que fosse diferente. Vestida de chita,
com cheiro de alma de flor e alfazema,
sente-se rica, tão modesta em seus aposentos,
sem fazer conta das bonecas de pano,
que vende a R$1,00 a unidade
aos curiosos que a visitam
em sua casinha caiada de branco
de chão encarnado de cimento queimado,
no alto da Várzea das Acácias,
situada na rua das pedras,
com acesso às quatro bocas, s/nº.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
MARIA-QUE-NÃO-VAI-COM-AS-OUTRAS
Quando ela nasceu,
vingou tão miúda
que até se achava não ir muito longe.
Canelas finas, patativa baleada,
mau feitio, mas parecia uma sebite.
Foi tomando jeito,
mesmo com cara de tô-fraco-de-angola.
Franzina, ninguém dava nada por ela,
um arremedo de gente, pele e osso.
Foi crescendo meio que desengonçada,
menina trombuda, ganhava todas
jogando bilocas com os meninos.
Desaforo nunca levou pra casa.
Nariz empinado. Dona de si.
Dura na queda de braço.
Não a tirassem para briga,
era a mesma coisa de fazê-la
correr dentro da arenga.
E o tapa comia um dobrado.
Quebrava o coco e ainda raspava a quenga.
Nunca chegou em casa apanhada.
Era mais fácil fazer um galo no cocuruto alheio.
Da cuca nunca correu.
Nem do bicho-papão.
Coitado do papa-figo.
Trazia o bicho no laço, sem alvoroço,
e era mais fácil papar o bicho em sua mão.
Na Várzea, impunha respeito,
peitava a quem lhe olhasse torto ou só pelas costas.
De banda, há quem lhe chame de arrogante,
mas não leva em conta disse-me-disse.
Ela logo chama na chincha e às claras.
E ai de quem se atreve
a lhe encarar os pêlos na venta.
Há até, pasmem, quem lhe chame
de Maria-Homem.
Eu lhe chamo, apenas e só,
de mulher-coragem,
dessas que cospem fogo pelas ventas,
dessas que comem o fruto
e ainda roem o caroço!
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
A HORA DO ADEUS... QUE SAUDADES DA PROFESSORINHA!, por João Maria Ludugero
Foi outro dia.
O sol morno apareceu em Várzea.
O lugar ficou com os olhos marejados
numa tristeza danada.
Foi como chuva
em pingos da choradeira
que insistiam em cair,
enquanto a notícia crua
corria becos e ruas
muito além das quatro bocas,
anunciando a partida
repentina e inesperada
da inesquecível professora
Zilda Roriz de Oliveira.
Ficou a dor do último adeus,
estampada em meu rosto,
revelando o amor sentido,
a saudade antecipada,
o orgulho de ter vivido
tão perto de uma amiga,
de uma mulher ética e digna,
de uma exímia educadora.
Em Várzea a perda sentida.
No céu a festa esperada.
A entrada triunfante,
carregada pelos anjos.
Novas trilhas definidas,
novas metas planejadas
numa lição para lá de abençoada
para a nova caminhante,
que ora lida no andar de cima,
bem mais perto de Deus!
sábado, 8 de dezembro de 2012
A MAIS LINDA ÁRVORE DE NATAL
Quando entrava dezembro,
A gente lá estava
De prontidão
Na casa da avó Dalila.
Todos se sentavam no chão.
Passávamos horas ajudando
A montar a árvore de Natal:
Um arbusto, achas ou gravetos secos
Ou mesmo um pé de algodão
Com os galhos recobertos de lã de algodão,
Fincado dentro de uma lata de querosene Jacaré
Embrulhada em papel de presente.
Era mesmo uma festa onde a alegria corria solta.
E, apesar da cautela, sempre acabava
Por despencar uma ou outra bola colorida quando havia...
E, de quebra, a gente se extasiava
Com aquelas cenas fantásticas.
Tudo era tão rústico, tão simples
E modesto, mas tão gratificante.
O carinho vinha junto, em cada mão que ajudava
Entre um enfeite e outro
A adornar a árvore do Natal.
E o amor conseguia ser mais doce
Que o bolo de batata-doce
Que a minha avó Dalila nos servia
Com um balde de Q-Suco de groselha.
Lembro que ela guardava suas experiências de vida
Em cada canto da sua casa simples lá na Várzea.
E ela nos contava diversas estórias do arco da velha,
Enquanto, entre gargalhadas e atenção,
Nos fartávamos de vida e de sonhos acordados.
Ela já se foi, faz tempo,
Mas naqueles dias que a saudade em mim transborda
E sempre que chega dezembro e as festas de fim de ano,
Meu coração se derrama todo, entorna
Feito leite quente depois que ferve...
E aí, acordo a saudade que me perfuma a alma
A retomar meu corpo de espírito natalino.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
RENASCER
Tem horas em que me acho
Com a poesia na veia.
Centelha, um arder assim faísca
Renascendo desde a raiz do cabelo,
Um flamejar desde os poros,
Pelos pêlos, pela pele, sobrancelhas
Até causar um incêndio em acordes,
Alto e dentro do interior. Até às vísceras.
Imagino como pode uma fagulha
Se imensar de tal eloquente maneira
Chegando a línguas de fogo, labaredas.
Entrementes brilhos ou uma armadilha?
Acendo-me em ideias inusitadas,
Fosforescentes.
Entro nelas em combustão,
Esfumaço ao vapor.
E não tenho receio
De chegar às cinzas,
Entretido num teimoso recomeçar.
Nenhum fosfeno de ter
Qualquer des-razão me atrai,
Porque correr dentro da poesia
Me perfuma a alma,
É mesmo um meio atraente
De a partir do ser
Acontecer em luminosa essência.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
ENQUANTO ISSO, VIA-LÁCTEA ABAIXO...QUEM DÁ MAIS?
O mundo está de pernas pro ar.
Patos e gansos aos sopapos se abusam.
Cisnes narcisistas deglutem sem dó
Carne de pavão em cápsulas.
Tapiocas bijusadas em farinhas artificiais
Não têm mais cheiro de coco ralado.
Os frandes substituem a palha da bananeira.
A goma sofisticada se vira em grude na chapa de aço.
O siri ganha lustrado verniz empalhado na vitrine.
Carapaça alegre, brilhante fora do mangue,
Olhos de guaiamuns extintos, de soslaio.
Detrás do futuro desconheço meu habitat.
Perdi o jeito de andar em bando pelo interior.
De banda me arribo sem sair do cais, em transe.
Há virgens em nada complacentes, digo
Que rifam hímen em rede, auréolas em riste
Derramando silicones dos peitos vazados...
Seios de plástico, refeitos, oblongos, isto é
De bicos para quem à esquina da rua perambula.
Já li alguma coisa e tal à época em voga.
Se li, cones e picaretas na via Vogue.
Na lida por outras bermas, alertas à-toa nos muros.
Veja-se cabotino, sem papas na língua, aos murros.
O corpo a corpo em desfile de vaidades se alonga,
A quem interessar míngua. Virgindade, não pasmem,
Pode virar moeda de barganha. E Caretice da maior
É se achar incólume diante dos laços assim desatados.
Se assim dispôs do leite pela via-láctea abaixo,
Então não reclama
Do que a fundo é perdido
E derramado!
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
O INTERIOR DO SONHO: A VÁRZEA QUE VIVE EM MIM
Um sonho que me extasia
E me renova esperanças,
É ver Várzea ganhar o mundo
Pela mão da minha poesia.
Confesso: tenho toda confiança
Antes do avançar da idade,
De ver, nas mãos das crianças,
Esse interior crescer com elas,
Afoitas a alavancar
Notória e feliz cidade.
O meu EU sofreu mudanças,
Uma mudança sem fim.
Só não mudou
O menino varzeano
Que eu fui
E que vive assim,
Que corre
Livre,
Leve,
Solto,
Arteiro,
Arteiro,
Teimoso e
Medonho
Se imensa
Em mim!
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
MANADA, por João Maria Ludugero
E lá se vai o gado a pastar, pastoreado.
A ruminar, mastigar seu sustento, sem pressa.
E lá se vem a manada a beber no açude sua sorte
Por entre arames farpados, marcas e carrapatos.
E o gado suporta marcas de ferro em brasa, de fato,
Limitado a cercas, cancelas e mata-pastos.
A viver sua sina, a comer a ração propícia
A prosseguir no rastro, no manejo do leite,
Passo a passo, domesticada mente,
A esperar a triste choupa certeira
À custa do destino que não escolheu.
Com o azul do céu no pensamento
Por ter o verde chão sob os pés,
O gado faz do capim seu vasto legado
E, sem saber, nem de longe por instinto,
De sua possante força de estouro e raça,
Engorda para o corte às arrobas em alta,
E assim, resignado, a ferro e a fogo,
Prepara-se para a morte súbita
Em seus currais de confinamento.
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