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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

RENASCER


Tem horas em que me acho 
Com a poesia na veia. 
Centelha, um arder assim faísca 
Renascendo desde a raiz do cabelo,
Um flamejar desde os poros, 
Pelos pêlos, pela pele, sobrancelhas
Até causar um incêndio em acordes,
Alto e dentro do interior. Até às vísceras. 
Imagino como pode uma fagulha 
Se imensar de tal eloquente maneira 
Chegando a línguas de fogo, labaredas.
Entrementes brilhos ou uma armadilha? 
Acendo-me em ideias inusitadas, 
Fosforescentes. 
Entro nelas em combustão, 
Esfumaço ao vapor.
E não tenho receio 
De chegar às cinzas, 
Entretido num teimoso recomeçar. 
Nenhum fosfeno de ter 
Qualquer des-razão me atrai,
Porque correr dentro da poesia 
Me perfuma a alma, 
É mesmo um meio atraente
De a partir do ser 
Acontecer em luminosa essência.

3 comentários:

  1. Olá Querido Ludugero,

    teu poema expressa muito bem o quanto a poesia eleva a alma e arrebata-nos a lugares luminosos, especificamente esta citação, expressa meu momento com a poesia e o seu significado para mim:
    "Porque correr dentro da poesia,
    Me perfuma a alma.."

    Um encanto!

    Saudades..
    Grande Abraço,
    Lecy'ns

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  2. Un très joli poème... je suis sous le charme.

    Gros bisous.

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