Mesmo que a jornada
Seja repleta de obstáculos,
Sendo difícil desviar
Seja repleta de obstáculos,
Sendo difícil desviar
Do caminho das ervas daninhas.
E se te achares
Lá no fundo do poço,
Páre, olhe, escute, chore
Páre, olhe, escute, chore
Reflita muito ou pouco...
Se há corda no fosso,
Aprenda a usá-la,
Evite cortar os nós,
Se podem ser desatados.
Há utopia na luz do túnel...
Há outras bermas, antes do fim.
Há braços, há credos à vista.
Então, roldane-se atento,
Dê espaço aos pés para o sobressalto,
Escale os tijolos, as paredes
Use seus laços,
Use seus laços,
Use suas asas!
Sem cera, sinceras.
Acredite no voo, dê-se ao firmamento
De dentro para o alto, salte!
Sem medo do sol, realce,
Sem dar uma de Ícaro.
Ainda há uma via de sair do abismo
Chegar ao topo, galgar o sonho.Ainda há tempo,
Tempo de vir à tona,
Antes de entornar o balde...
Nada de pensar na besteira
De cortar os impulsos, de súbito,
Nem armar a forca ao pescoço,
Mas usar a força plena, inteira mente
A partir do coração municiado de Poesia,
Mesmo que a corda arrebente do outro lado,
Ainda assim aguente-se, pois é possível.
Ainda assim, se há braços não apenas músculos,
Se resta coragem dentro da sua cabeça, concentre-se.
Se resta coragem dentro da sua cabeça, concentre-se.
É cedo demais para se partir!












