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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

PORTAL DE ASSANHAMENTO, por João Maria Ludugero


 
 
 
PORTAL DE ASSANHAMENTO,
por João Maria Ludugero

E, de repente, 
Num exasperado zás,
A tal felicidade entra de vez, 
Aos solavancos,
Por uma porta 
Que avança 
Em astutos acordes.
Mas, a partir daí, 
Sem nenhum medo 
Da cuca esbaforida,
Vem você a assanhar 
Até mesmo os pelos da venta,
Fazendo quebrar 
O pote da fantasia...
Porta esta que você nem sabia 
Que a deixou aberta!

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