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domingo, 29 de junho de 2014

VÁRZEA-RN: O SONHO PERFEITO DE UM CIDADÃO, por João Maria Ludugero

 
 
 
 
 
 
VÁRZEA-RN: O SONHO PERFEITO DE UM CIDADÃO,
por João Maria Ludugero

Ainda ontem eu tive um sonho,
E, se não me falha a memória,
sonhei que eu, João Maria Ludugero,
Havia me tornado prefeito de Várzea. Sim, Prefeito!
E que era carregado nos braços do povo pelas ruas da cidade.
Justo eu que sequer tinha essas aspirações…Pode?
Sonhei que me tornara prefeito, sem precisar “barganhar” ou traficar influência,
Sem pagar propinas nem precisar ser “talhado para o cargo”.
Porque prefeito não precisa comprar ninguém, não precisa ser corrupto.
Basta cumprir o que promete e prometer apenas o que pode cumprir.
É consabido que não existe ninguém “talhado”
para este ou aquele cargo, esta ou aquela profissão.
Todos têm o mesmo direito de querer ser prefeito,
governador, deputado, vereador ou qualquer outro tipo de autoridade.
Sonhei que era mesmo prefeito, um cidadão varzeano
disposto a trabalhar para o bem da população,
com objetivos firmes, a fim de levar Várzea
ao lugar de destaque que ela merece.
Várzea, sonhei que era seu futuro prefeito! Imaginem, só!
Foi tudo um sonho. Acordei!
Mas acordei com boas idéias na cabeça:
É isso aí. Boas idéias nunca me faltaram.
Várzea tem presente, Várzea terá futuro!
Isso mesmo! No recesso do meu espírito moço,
há uma enorme vontade de chegar lá, de acordar.
Nós só queremos uma chance – de sonho em sonho.
Queremos uma Várzea de bem com a vida.
Acordado eu sempre penso numa cidade mais humana, numa Várzea
mais verde, mais limpa, melhor planejada, mais segura, mais saneada,
quiçá com um projeto voltado para o turismo,
uma renovação completa na saúde, melhoria na educação,
no folclore e nos valores culturais desta cidade querida.
Sonho com uma cidade voltada para o futuro,
sem desprezar os seus valores do passado, suas famílias, seus nomes,
Que não fiquem apenas na denominação das ruas.
Queremos que seus moradores considerem a nossa cidade
um local ótimo de se viver e que sintam orgulho de ali morar.
Eu sonho e desejo que seus visitantes apreciem o que Várzea tem de melhor:
Sua cultura, suas pessoas, a monumental igreja de São Pedro,
o açude do Calango, a fazenda do Vapor, o rio Joca,
suas ruas e casas caiadas, seus prédios municipais, suas praças,
suas escolas, o estádio João Aureliano, o parque de Vaquejada,
comidas típicas, suas noites de maio, suas festas juninas,
Semana da Cultura, etc, etc, etc.
Sonho com o melhor para nossa Várzea.
Acordo do sonho e concordo:
Se temos muito a contribuir, acordemos, pois.
Várzea precisa acordar, sem depender só de verba
para acontecer. Não é mesmo?
Para finalizar projetos pendentes e instalar medidas novas
E melhorar qualidade de vida dos seus cidadãos. Por quê não?
Todos somos filhos de Deus e merecemos isso: Ser feliz!
Para implementar estas e outras propostas
que dialogam com o futuro de nossa cidade,
para termos a Várzea dos nossos sonhos, pra frente,
Acordemos, pois a mudança não pode parar!
A gente sabe para aonde vai – você sabia?
A toda evidência, quando a gente quer, a gente pode!
A semente está lançada. O sonho não acabou!
Eu acredito na força do sonho. Nós temos a força e o sonho.
A realidade está em nossas mãos. Acordemos. Você concorda comigo?
Então, não sou o único sonhador. Temos o feijão, a farinha e o sonho.
A gente sonhando junto, quem sabe um dia o sonho se faz ação de verdade.
Portanto, não vamos arredar o pé do sonho. Vamos plantar o sonho, semeá-lo.
Viu como você viu? Só não vê quem não quer…o sonho é possível!
Vamos acordar, tomar banho de estrelas e esperar o sol.
O sol de um novo dia, de um novo tempo, de uma nova Várzea!

quinta-feira, 26 de junho de 2014

BEIJANDO FLORES PELO INTERIOR DA VÁRZEA-RN, por João Maria Ludugero

 
 
BEIJANDO FLORES PELO INTERIOR DA VÁRZEA-RN,
por João Maria Ludugero

Então, se me queres,
Se eu te amo com afinco,
Se somos néctar de flor
E amparo desde a raiz,
Passo a contemplar contente,
Versos de amor que declamo.
Colibri persigo a brincar feliz,
A correr, a voar alto espairecido
Pela Várzea a dentro me instalo,
Raízes no peito me inteiram,
Fecundam com rapidez,
Crescem em plena dádiva
Regadas pela emoção do interior,
Adejam com avidez astuta da lida
As flores da nossa alma alvorecida
Que transbordam ao liberto coração.

terça-feira, 24 de junho de 2014

VÁRZEA-RN, UM AMOR DE SENTINELA, por João Maria Ludugero

 
 
 
 
 
 
 
 
 
VÁRZEA-RN, UM AMOR DE SENTINELA,
por João Maria Ludugero

Não basta entreabrir a afoita janela espairecida
Para ver a Vargem, o rio Joca e o açude do Calango.
Não é o bastante só se 'varzeanimar', e ganhar o mundo
Dos bem-te-vizinhos, sabiás, colibris, árvores e flores.
É preciso também abrir as cancelas da lida astuta
E arrepiar até os pelos da venta, 
De todos os lados, eiras e beiras.
Só com pensamentos não há mulungus e juazeiros: há ideias apenas.
Há só um bocadinho de nós, dispersado de um magote em cela.
Há só um Vapor a correr dentro e alto, e o mundo lá fora;
E um acorde do que se poderia soltar e entreter em cena,
Se o interior se abrisse além das esbugalhadas cancelas,
Que nunca é o que se enxerga se não se abre a porteira!

terça-feira, 17 de junho de 2014

CHEGA DE PÂNICO – VAMOS AO PENICO, DENTRO E FORA DA VIDA PRIVADA! por João Maria Ludugero

CHEGA DE PÂNICO – VAMOS AO PENICO,
DENTRO E FORA DA VIDA PRIVADA!
por João Maria Ludugero


Para evitar críticas,
Passe o penico:
Não faça nada,
Não diga nada,
Não seja nada,
Não lute por nada,
Não faça pânico,
Escafeda-se o nada!
Não caia nessa ‘marvada’ língua-de-trapo…
Então, arregace as mangas,
Assanhe os pelos da venta!
Pois que merda é o nada!
Então vamos deixar de ser pouca merda,
Mas esbugalhar o penico de tão cheio!!!


terça-feira, 3 de junho de 2014

QUERIDAS MESTRAS, COM CARINHO! por João Maria Ludugero


 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


QUERIDAS MESTRAS, COM CARINHO!
por João Maria Ludugero

Mas só agora, quando a distância delas
se conta em anos de vida,
eu parei para pensar e as suas figuras
cresceram dentro e alto no coração.
Parece até que eu voltei a escutar suas vozes
e senti suas presenças em tudo que fiz,
em tudo que vivi.
É bem sabido que a função do professor vai muito além
de ensinar, o educador deve incentivar o aluno,
elevar sua autoestima, motivá-lo
sempre que cumpriu suas tarefas,
algumas poucas palavras bastam
para plantar uma semente
de esperança no coração de um aluno.
Um professor, melhor do que ninguém,
conhece a realidade de sua classe, de seus alunos,
alguns destes são brilhantes mesmo com as dificuldades
do dia-a-dia e com as limitações
que a sociedade ou a família impõe,
no entanto, cabe ao professor levar a esses alunos
a esperança através de incentivos de palavras e gestos.
O carinho não precisa ser físico,
as palavras têm a capacidade de acalentar a alma.
Eu me lembro das senhoras,
CARAS PROFESSORAS,
eu me lembro e muito.
As suas paciências, o amor multiplicado por quarenta,
na doação sem limites, sem restrições.
Mas a gente não via, não sentia essas malhas
de carinho que nos envolviam,
que nos tocavam e se transformavam em luz.
A gente recebia, mas não reconhecia
que elas plantavam uma semente
a despertar a sabedoria dentro de nós...
O que agora eu sinto
que germinou, cresceu,
virou botão e floresceu...
As senhoras foram mestras
das minhas ações de aprender,
das minhas determinações.
Foram suas vozes
que me levantaram nas horas difíceis,
que me deram novas forcas,
que mostraram que cada dia
é uma nova renovação.
Forte abraço e distinta consideração!

domingo, 1 de junho de 2014

VÁRZEA-RN, MEU PEDACINHO DE CHÃO! por João Maria Ludugero

 
 
 
  
 
VÁRZEA-RN, MEU PEDACINHO DE CHÃO!
por João Maria Ludugero

Há um lugar que me inspira a reverência em escrever e, apesar de me encontrar distante, é quase como sentir-se perto, toda vez que versejo, como que a olhar e ver seus traços nas imagens refletidas no chão de dentro. Parece que a vida já não se contenta em tudo que me lembra Várzea e ainda me mostra esse espaço do agreste verde como se fosse indicado pra conter um pouco a minha saudade.

Lá tem uma pracinha pequena bem no centro da cidade com seus sete bancos, mas com um em especial virado pra onde nasce o sol. Um pedacinho de chão meio retangular com uma bela e verdejante algarobeira, bem ao lado do grupo da velha infância, a escola Dom Joaquim de Almeida. Falando assim pode não parecer, mas é uma beleza de lugar.

E, de certo, assim o é para muitas pessoas, talvez não comparado a outros encantos, mas é feito um singelo oásis de encantamento, porém, assim lindo, da sua maneira. E sua beleza é mais realçada ainda nas manhãs da feirinha de domingo e principalmente ao anoitecer.

A algarobeira fica lá com seus galhos verdejantes pintando um cenário indescritível, tendo como cúmplices os jasmineiros da vizinha escolinha, que convidam bem-te-vis e outros passarinhos a adornar a paisagem natural coberta por algumas nuvens esfiapadas. É, e fato, um lugarzinho com aquele gosto de poesia que sempre me enfatizou a escrever.

De início, eu ficava sem entender a razão daquilo tudo me fazer lembrar com afinco da minha pequena Várzea. O porquê dessas coisas vagarem no meu inconsciente e trazerem à tona a tua constante companhia. Mas aos poucos a razão foi clareando lucidamente e eu ainda caminho por lá quase que diariamente lembrando cada detalhe teu que faz tanta falta. Bom, pelo menos eu sinto que cumpro um pouco com minha cota diária de amenizar a saudade. E, até hoje é o que me deixa mais próximo de sentir o vento como um beijo teu, minha Várzea!

Eu percebi que aquela bela algarobeira numa pracinha tão miúda me recorda Várzea porque, apesar de não ser tão pequena a ponto de caber nos meus braços, tuas virtudes ultrapassam a rua grande e, ainda que não se veja tão bonita e estimável como eu a vejo, este recanto é maior do que o que eu sinto e ainda maior do que o recinto mais recôndito e exacerbado do planeta.

Recordo e percebo que aquele banco solitário na praça do encontro muito me relembra Várzea, porque quando eu me sentava nele nas noites de conversas com os amigos ou escutando o silêncio e olhando pro firmamento, não havia nada que eu queria mais do que tua companhia segurando minha mão, eu sentado ali do teu lado e falando bobagens pra gente rir o tempo todo como antigamente, antes dessa distância que insiste em bem lembrá-la, minha doce Várzea das Acácias!

E nesse lugar, eu te sinto tão mais perto como um varzeano que sente a brisa da tarde amena do rio Joca ao Vapor de Zuquinha, sem poder se achegar até as profundezas. Percebo, por fim, que até aquela lembrança me chega quando eu rebato na porta da minha vida e ela, de sentinela, não duvida em abrir. A partir daí, então, eu pulo, dentro e alto, tuas janelas e toda Várzea me percebe com toda astúcia e bem-querer. E de tão amoroso que é meu coração, não me incomodo de me achegar lá dentro e de invadir a nossa casa e de me acomodar em teu espaço interior, com o peito assim envolvido de amores nunca exauridos.

E eu só espero te ter em breve, sem toda essa agonia de circunstâncias indevidas que me pungem afiadamente. Espero como transeunte que não vê a hora de chegar em casa em meio à tempestade e encontrar o seu porto seguro. Porque mais importante que estar em casa é se sentir em Várzea. E quanto àquele pedaço de chão que eu deixei por aí, só cuida bem dele e, por favor, não o me devolvas. Até hoje ninguém mostrou ter tanto zelo como os lavrados nas letras dos meus poemas a ti, minha querida Várzea de Joaninha Mulato!