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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

QUANDO SE DESATA A BELEZA, por João Maria Ludugero

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUANDO SE DESATA A BELEZA,

por João Maria Ludugero.

Quando se desata a beleza,
sinto-me bem à vontade 
para fazer o que pretendo,
pois assim, simplesmente, 
posso e devo ser um motivo 
de orgulho superior ao meu talento.
Sinto-me dentro e alto,
mais próximo do céu da poesia
que me extasia a contemplar
o que mais completa meu ser,
sem nós que não possam
ser desatados.

ADEUS-SE, por João Maria Ludugero

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

ADEUS-SE, 
por João Maria Ludugero. 

Ainda não digo adeus à minha Várzea tão querida 
Que ao largo da sua paz há anos me entreguei. 
Não digo ainda adeus à verde grama da Vargem, 
À flor nascida na seara do Vapor de Zuquinha 
Em profusão na Várzea em que as plantei. 
Como dizer adeus às mangueiras dos Ariscos e Seixos, 
Como dizer adeus aos cajueiros e cajás-mangas, 
Festa colorida das manhãs de que nunca esquecerei. 
Como dizer adeus à cachoeira dos damas do rio Joca 
Que me banhava em dias que acordei. 
Como dizer adeus às coisas todas que eu amava, 
Aos latidos dos cães quando chegava no Retiro de Seu Olival 
Como proferir adeus ao aroma forte do jasmim? 
Adeus aos beija-flores do Maracujá, às cigarras, 
Não se romperam, afinal, tantas amarras, 
Como dizer adeus à velha infância 
Daquele tempo feliz dentro da Várzea? 
Só se for de coração partido 
Ou dizendo intenso adeus a mim!

CARO AMIGO DEYVISON MARINHO, por João Maria Ludugero

CARO AMIGO DEYVISON MARINHO,
por João Maria Ludugero.

Estarei contigo, Amigo,
Quando tiveres a sombra do medo
A encobrir o brilho da tua imensa coragem.
Mesmo distante, estarei por perto
Nas tuas horas de angústia e solidão,
Encorajando-te a continuar a luta.

De certo, estarei mais próximo, destemido,
Caso alguma treva obscura chegue
A te impedir de caminhar na luz.

Estarei contigo, enfim, Amigo,
Quando não te restar mais nada,
Nem mesmo uma gota de esperança renovada,
Para brotar em manancial de Fé na vida.

E, assim, quando, então, de repente,
Palavras não forem suficientes
Para estancar alguma tristeza,
Estarei contigo, dia-após-dia,
Para te oferecer o meu abraço,
Humilde, distinto com arrimo
E, sobretudo, em realce no RGN no Ar,
A fazer da vida o mais bonito acontecimento.

REALCE, por João Maria Ludugero

REALCE, 
por João Maria Ludugero.

Igor Gabriel e Jordana Majella, 
Meus amados Filhos,
Animados colibris, 
Vigorosos e desbravadores. 
Nasceram para alegrar 
O João Ludugero bem-te-vi. 
Ainda voarão bem alto, a correr dentro,
E a força das suas asas 
Os levará, de certo,
Aos lugares mais altos 
Do interior da lida, 
Na beleza de seus sonhos acordados,
Onde o Amor, a Esperança e a generosidade 
De corações puros 
Os realçará com afinco,
Além do horizonte, 
Na corrente da vida,
No compasso da verdadeira viagem 
Do descobrimento da busca
Da autêntica Felicidade.