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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

COMADRE ONEIDE MAURÍCIO, PRA SEMPRE! por João Maria Ludugero

ONEIDE MAURÍCIO DE QUEIROZ
COMADRE ONEIDE MAURÍCIO, PRA SEMPRE!
por João Maria Ludugero

Hoje e sempre me recordo da querida e estimada Amiga
Oneide Maurício de Queiroz, Prefeita, comadre e madrinha 
de uma intensa porção de varzeanos...
Ela foi morar no andar de cima e deixou tanta saudade...

Mas sua lembrança ainda aquece e acalenta a alma da gente.
E nunca serás esquecida numa última despedida,
pois serás sempre relembrada com afinco no coração.
A última hora não existe, comadre Oneide, nada é último... 
Último acaba..., encerra..., aniquila. 
Mas penúltimo nunca esgota, sempre é possível criar... 
Criar por sobre...Tudo em aberto, comadre Oneide Maurício, 
serás pra sempre inesquecível, apesar de fazeres o nosso coração partido...

A Várzea é amalgamada pela seca,  pelo estio e por seus mitos,
mas tua presença será sempre infinda, dentro e alto guarnecida,
a seara de São Pedro não se faz em campo cego ao recordar 
tua terna passagem, quando eras empenhada na lida destemida
celebravas Deus pela intercessão de São Pedro Apóstolo. 
Desbragadamente também falo do teu amor pela Várzea,
quando sustentavas a digna força da mulher varzeana, 
e ainda assino embaixo e ora passo a ilustrar a estação agreste
do meu poema com a bela fotografia da Comadre Oneide Maurício.
Pois nunca esquecerei de ser grato aquelas pessoas 
que também nos deram felicidade, pois foram jardineiros 
através dos quais nossas almas continuam florescendo!!!

PAPAGAIO, por João Maria Ludugero

PAPAGAIO, por João Maria Ludugero

E o papagaio sobe sobe
Corta e recorta os bons ares
A esbugalhar os galhos em gorjeio,
A se reluzir iridescente no azul do céu
Papagaio é bem afoito e tão esnobe
Dança empinado ao léu a contento
Papagaio também astuto fala alto
Repete tudo o que ouve a gosto
Arremeda e não se cala ao desgosto
Ou só fica a mastigar folha de couve...

POESIA DA VÁRZEA, por João Maria Ludugero

 
 
 
 
 
  
 
 
 
 
POESIA DA VÁRZEA, por João Maria Ludugero

Minha poesia da terra é lavra
De palavras plantadas no estio
A esperar a chuva cair
Cheia do céu... de sobra.
Minha poesia traz o cheiro
E a alma da Várzea das Acácias,
Em nomes, cores e ruídos.
Meu escrever escava a alma
E planta sementes férteis
Do mais puro sentimento...
Há muita luz a reverdecer 
Dentro e alto em minhas letras,
Matéria-prima singela e astuta
Vertente rima da minha obra!

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

VARZEAMADO CHÃO, por João Maria Ludugero

Várzea RN2013
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VARZEAMADO CHÃO, por João Maria Ludugero.

Eu voo feito bem-te-vizinho, 
Entoando tua cantiga a me ninar,
E cantando eu vivo a contemplar
Teu céu, teu sol, teu Vapor, teu rio Joca,
Tuas noites e o teu luar.

Princesinha da seara potiguar
Das trovas, toadas ouço a sonhar,
Oh! Várzea das Acácias, eu te quero demais,
Em ti, todo um amor, num esplendor de glórias imortais.
A lendária mulher que chora não encerra o teu encanto,
De grandezas sublimes do teu valor
Venero o teu açude do Calango verde-musgo
Minha vargem, meu terno berço de amor.

Tens um riacho do mel e um vapor tens a rolar
Em teu seio, rasgando-o, buscando 'varzeamar',
Trazendo altiva imagem, teu nome consagrar,
Pujança em que terei pra sempre a ti, de ti sempre serei.
Demandando uma galera astuta
Itapacurá à Forma, sem temor,
Navegando noutras eras
Varzeanos de valor
Defrontaram a ti, soberana flor,
Coração do Rio Grande do Norte,
Renasceste à luz e ao amor conduz
Sem lembrar de esquecer-te jamais.

Salve! Brisa que faz tremular teu pendão.
Salve! Um grito de paz e amor na canção.
Salve! Salve! Natureza fulgente, em luz,
Que clareza, na grandeza da integração.
Esplendor tens, de um céu, tudo em ti reluz,
És Brasil, Brasil a inteirar o coração da gente,
Desta gente, que ardente amor, enfim,
Nutre a ti, para sempre cantar assim, espontânea,
Salve! Salve! Várzea das Acácias em formosa flor,
Da esperança e do amor a correr dentro e alto,
Salve! Salve! Várzea, formosa flor
Da esperança e do amor potiguar!